Histórias de vida

Família Lottermann
Raízes de afeto: Uma história que brota em família

Inês Cecília e Rudi Lottermann são um casal tão afeiçoado e ligado à agricultura que passaram a lua-de-mel plantando mudas de laranja-valência. “E 40 anos depois, elas ainda estão produzindo”, conta Rudi, orgulhoso, completando a história que começou a ser relatada pela esposa. “Sempre trabalhamos juntos na agricultura”, recorda Inês, com um sorriso que raramente desaparece do rosto – e fica especialmente largo quando vê os netos reunidos em meio aos pomares.

As mudas que seguem produzindo são precursoras de uma família cuja energia irradia na propriedade e no envolvimento da cooperativa. Dos cinco filhos de Inês e Rudi, dois permaneceram na agricultura: Marcos, vice-presidente da Ecocitrus na gestão 2019/2021, e Vilson, entusiasta da agricultura biodinâmica, da homeopatia e dos sistemas agroflorestais.

Rudi conta que a transição para o orgânico iniciou quando participou de um evento em que o palestrante falou: “Feliz aquele que logo sente os efeitos do veneno quando o aplica”. Matutou a frase e migrou para um estilo de vida que considera a própria saúde e, por consequência, da família e do planeta.

O trabalho em família é regra na propriedade dos Lottermann. Vilson trabalha ao lado da esposa, Cândida, com quem tem quatro filhos – um, nas fotografias, ainda está na barriga. “Foi ele que me conquistou a retornar para a agricultura”, conta ela, que é formada em Fisioterapia, mas não exerce mais a profissão. “E voltar foi o nosso projeto familiar”, completa. Vilson trabalhou por 10 anos em uma construtora, mas sempre teve o sonho de ser agricultor. Concretizou o desejo em 2012, dois anos depois de Marcos, que voltou em 2010.

Marcos, assim como Vilson, trabalhou por cinco anos em uma construtora. É formado em Administração, e, cansado da rotina estressante na empresa, decidiu retornar para a propriedade. Enfrentou, inicialmente, a resistência dos pais, que achavam que não haveria possibilidade de crescimento. Marcos fez contas e argumentou com planilhas que a escolha era rentável.

No primeiro ano em que se tornou agricultor, em 2010, produziu 1.000 caixas nos hectares que tinha. Foi estabelecendo parcerias com vizinhos, aumentando a produção e, em 2019, colheu mais de 14.000 caixas. Ao mesmo tempo, foi se envolvendo na gestão da Ecocitrus, colocando em prática sua pós-graduação em Desenvolvimento de Lideranças.

As laranjas-valência plantadas na lua-de-mel de Rudi e de Inês Cecília são administradas, hoje, pelos filhos do casal – completando uma cadeia que, para além de ser rentável e de estar na mão dos agricultores, é afetiva. Rudi conta, entre risadas, que entregou todas as terras que tinha aos filhos, oficializando a confiança de trabalhar em família. “Virei funcionário deles”, brinca.

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