Histórias de vida
Fernando Götz é um jovem que carrega o amor pela agricultura desde criança – e que se orgulha de ser sócio, desde 2018, de uma cooperativa que opera no mercado orgânico. Comercializou a produção no mercado convencional e espera não voltar a negociar com atravessadores quando a transição estiver completa e a Ecocitrus absorver os citros orgânicos de sua propriedade. “Eu sei o que é colher a fruta mais bonita do teu pomar e depois ver ela ser jogada fora pelo atravessador”, lembra. Fernando associou-se à Ecocitrus incentivado pelo programa de expansão da cooperativa, que fomenta o aumento da produção orgânica de citros no Rio Grande do Sul e a conversão de produtores convencionais.
A visão crítica em relação ao uso de venenos não é apenas pensando que o preço final da caixa de frutas será superior, mas perpassa uma intercorrência de saúde. Fernando se intoxicou quando precisava passar agrotóxicos para deixar as frutas no padrão estético do mercado convencional: “Tenho problema no sangue até hoje por causa disso”, conta.
Fernando tem parceria com o agricultor Lucas Colling, com quem trabalha desde 2016 na cidade de Maratá, localizada no Vale do Caí. Os dois são vizinhos e se conhecem desde pequenos, quando Lucas passava férias com a família no interior. Ele é natural de Estância Velha, cidade localizada na região metropolitana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Decidiu ficar no campo quando teve que se mudar, temporariamente, para cuidar da avó.
Quando Fernando se intoxicou, Lucas foi incumbido de aplicar os venenos. “Depois eu disse que, se fosse pra eu passar eles, não queria mais também”, resume Lucas. “É uma sensação muito ruim. Mesmo com o equipamento de proteção, tu ficas tonto”, explica.
A decisão de ser parte da Ecocitrus foi tomada pelos dois, que estão iniciando a implantação de um sistema agroflorestal e participam das reuniões do grupo de agricultura biodinâmica da cooperativa. A vontade de fazer muita coisa é tão grande que eles não descartam a possibilidade de, um dia, investir em turismo rural, como forma de espalhar a importância da agroecologia e o amor pelos cavalos.
A dupla fala afetivamente da participação em uma cooperativa, entendendo a Ecocitrus como um mercado de comercialização mais justo. Para eles, também é importante ver as decisões serem tomadas em conjunto, o que alimenta o sentimento de pertencimento e de escuta. Além de não precisarem mais aplicar os venenos, negociam diretamente com outros agricultores que sabem da realidade que vivem e que, assim como eles, prezam por um mundo melhor.
A Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí – Ecocitrus foi fundada oficialmente no dia 2 de novembro de 1994, por 15 sócios-fundadores. Inicialmente constituída como associação, os quinze idealizadores que precursionaram esse trabalho acreditavam que outro tipo de agricultura era possível na região do Vale do Caí: sem agrotóxicos, preservando a saúde do planeta e de cada consumidor.
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