19/08/2014

Muito além do campo

Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos – PRONARA, iniciativa que valoriza a sustentabilidade da agricultura no Brasil. Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos – PRONARA, iniciativa que valoriza a sustentabilidade da agricultura no Brasil.

Fortalecer a agricultura sustentável e ecologicamente correta é um trabalho que vai muito além do campo.

Na primeira de semana de agosto, várias reuniões sobre o tema aconteceram em Brasília (DF). Ernesto Kasper, gerente de relações institucionais da Ecocitrus, representou a AbraBio – Associação Brasileira de Agricultura Familiar, Orgânica, Agroecológica e Agroextrativista em uma série desses debates.


“É fundamental participar destes encontros e, com base na vivência dos agricultores, contribuir em decisões que vão definir o futuro de sua atividade-fim”, comenta Ernesto, que também acrescenta que a Ecocitrus faz parte da AbraBio, entidade que reúne milhares de famílias.


Durante os três dias de encontros, diferentes assuntos foram abordados. Na reunião da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica – CNAPO, órgão vinculado à Presidência da República, representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário apresentaram a nova linha de crédito PRONAF AGROECOLOGIA, tema que também originou um debate sobre a necessidade de maior aproximação entre os agentes financeiros e os agricultores ecológicos.

Ainda no contexto da CNAPO, foi exposta a proposta do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos – PRONARA, iniciativa que valoriza a sustentabilidade da agricultura no Brasil, inclusive em relação aos grandes produtores.

A questão da economia solidária também foi discutida durante as reuniões. A Secretaria Nacional de Economia Solidária, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, enfatizou o objetivo do governo brasileiro de definir, formalizar os critérios e regulamentar a prática da economia solidária no país, como já acontece em outras nações.


“A Ecocitrus, por exemplo, conta com o selo internacional Fairtrade, que identifica produtos que adotam normas de comércio justas e equilibradas entre produtores, processadores e distribuidores. Seria muito importante implementar, também, uma certificação brasileira desta natureza”, complementa Ernesto.